Sistema Renal
- Fanálises

- 22 de jul. de 2020
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Atualizado: 4 de ago. de 2020
Dentre as várias funções que esse sistema oferece, a principal, é regular o volume e a concentração do que compõe o sangue, excretando ou reabsorvendo, fazendo a regulação da quantidade de soluto e água.

Servier Medical Art, 2020
Anatomia
O rim é um orgão localizado na região abdominal, tendo o fígado, o estomâgo, o pancrêas, o intestino grosso e o diafragma como orgãos adjacentes. A região medial e côncava dos rins é chamada de hilo, onde converge-se a artéria e a veia rena vasos linfáticos, nervos renais e uréter. Abaixo está a imagem da cápsula fibrosa (camada externa) com 1cm de espessura e o córtex (camada média), com todos os componentes renais:

Kenhub, 2020
O interior do rim, chamado de medula, é dividido em:

Kenhub, 2020
Em cada pirâmide renal, há centenas de unidades anatômicas e funcionais, chamadas néfrons. Os dois rins juntos contém cerca de 2.400.000, e cada um deles é capaz de formar urina. O néfron é constituído, basicamente, por glomérulos e túbulos renais, como demonstrado na figura abaixo:

A artéria renal distribui-se pelo rim através de suas ramificações, que são as arteríolas aferentes (nas quais o sangue entra) e enovelam-se formando os glomérulos, envolvidos por uma fina membrana, denominada cápsula de Bowman ou cápsula glomerular. Os glomérulos têm a responsabilidade de filtrar a água e os solutos presentes no sangue.

Os glomérulos se estendem para formar os túbulos, que são longos, contorcidos e avançam até o tubo coletor. Os túbulos reabsorvem e transformam o líquido filtrado em urina.

Formação da Urina
A formação da urina se dá por 4 etapas: filtração, reabsorção, secreção e excreção.

- A filtração é a passagem do sangue para o lúmen, resultado de pressões hidrostáticas, em que 100% do volume que adentra o glomérulo, é filtrado 20% do mesmo. A taxa de filtração glomerular corresponde a quantidade de filtrado produzido por minuto, equivalendo a 180-200L diários.
- A reabsorção é o deslocamento de água e soluto do lúmen do néfron para o líquido extracelular. Há dois tipos de transporte nessa etapa: ativo (com gasto de energia) e passivo (sem gasto de energia).
Reabsorção ativo de Na+
As moléculas de Na+ presentes no lúmen do néfron, - mais precisamente no túbulo proximal - adentram as células tubulares através do seu gradiente, por canais abertos nas células. Quando reabsorvidas, as moléculas são bombeadas pela enzima Na+ - K+ - ATPase, realizando transporte com gasto de ATP (energia) para o líquido extracelular.

Reabsorção ativo de glicose ligada ao Na+
A molécula de Na+, que se move para dentro da célula a favor do seu gradiente de concentração, traz consigo a glicose, que se move contra seu gradiente. Ambas adentram as células do túbulo proximal por seus canais. Através de difusão facilitada, a glicose se difunde para fora da célula, enquanto o Na+ é bombeado para fora da célula pela enzima Na+ - K+ - ATPase. Esse tipo de reabsorção também acontece com outros íons e diversos metabólitos orgânicos.

Reabsorção passiva de ureia
A reabsorção da ureia não faz gasto de energia, porque sua movimentação é a favor do seu próprio gradiente de concentração. Metade da ureia é reabsorvida e a outra metade é excretada.

- A secreção é a transferência de moléculas do líquido extracelular para o lúmen do néfron, como sais biliares, oxalato, urato, toxinas, fármacos. Temos dois exemplos de secreção:
Secreção de K+
A secreção de potássio se dá por difusão facilitada após o transporte ativo de sódio.

Secreção de H+
Essa secreção é produto da secreção de CO2 (gás carbônico), que após o gás carbônico adentrar as células tubulares é ligado ao H2O (água), produzirá o H2CO3 (ácido carbônico,) que se dividirá em HCO3 (bicarbonato) e H+ (ácido). O bicarbonato será reabsorvido e as moléculas de H+ serão secretadas.

A excreção é a eliminação do conteúdo do néfron para o meio externo.
EXCREÇÃO = FILTRAÇÃO - REABSORÇÃO + SECREÇÃO
Sendo assim, a excreção depende da quantidade de soluto filtrado, reabsorvido e secretado
Referências
1. UNICAMP. Fisiologia Renal (Parte II). Disponível em: https://w2.fop.unicamp.br/dcf/fisiologia/downloads/fisiologia_renal_II_e_III_2010.pdf. Acesso em: 21 jul. 2020.
2. TREVIZAN, Diógenes. ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA RENAL. Disponível em: https://irp-cdn.multiscreensite.com/64d4fda7/files/uploaded/Aula%2013-%20Anatomia%2C%20fisiologia%2C%20IRAC.pdf. Acesso em: 21 jul. 2020.


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